Sempre é bom lembrar que, na maioria dos casos, a escola acaba sendo o único meio de contato da criança com o livro e, sendo assim, é necessário um comprometimento maior com a qualidade e o aproveitamento da leitura como fonte de prazer( adequação dos livros as diversas etapas do desenvolvimento infantil).
Hoje os alunos do 1º ano ouviram a história da "Galinha Ruiva " e os alunos do Pré II " Que bicho a cobra comeu" e tiveram a oportunidade de enriquecer sua própria experiência de vida.
Com a leitura nos tornamos homens, mulheres e crianças melhores do que somos.
Depois puderam escolher se preferiam ler por si mesma ou brincar com com joguinhos.
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
Teologia da Fé
Há cerca de doze anos atrás, eu estava em pé, dentro da classe, esperando enquanto meus alunos entravam para nossa primeira aula de Teologia da Fé.
Aquele foi o primeiro dia em que vi Guilherme. Tanto meus olhos quanto a minha mente piscaram ao vê-lo.
Ele estava penteando seus cabelos longos e muito louros que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros.
Aquela era a primeira vez em que eu via um rapaz com cabelos tão longos. Acho que estavam começando a entrar na moda. Dentro de mim, eu sei que o que conta não é o que vai sobre a cabeça, mas o que vai dentro dela, mas naquele dia eu estava despreparado e minhas emoções me confundiram.
Imediatamente classifiquei Guilherme com um "E" de estranho... muito estranho.
Guilherme acabou se revelando o "ateísta de plantão" do meu curso de Teologia da Fé.
Constantemente, ele fazia objeções, fazia troça ou gemia contra a possibilidade de existir um Deus-Pai que nos amasse incondicionalmente.
Convivemos em relativa paz um com o outro por um semestre, embora eu tenha que admitir que às vezes ele era um estorvo as minhas costas.
Quando ao fim do curso, ele se aproximou para entregar seu exame final, ele me perguntou num tom ligeiramente cínico:
"O senhor acredita que eu possa encontrar Deus algum dia?"
Imediatamente eu me decidi por uma terapia de choque.
"Não!", respondi enfaticamente.
"Ah!", ele respondeu, "eu pensei que este fosse o produto que o senhor estava tentando nos impingir".
Eu deixei que ele desse uns cinco passos fora da sala quando gritei para ele:
"Guilherme, eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará".
Ele deu de ombros e saiu da minha sala e da minha vida.
Eu fiquei ligeiramente desapontado diante da idéia de que ele não tivesse escutado minha frase tão inteligente:
"Ele o encontrará!"
Pelo menos eu achei que era inteligente...
Mais tarde eu vim a saber que Guilherme tinha se formado e eu fiquei especialmente aliviado; depois, uma notícia triste: eu soube que Guilherme estava com um câncer terminal.
Antes que eu pudesse ir a sua procura, ele veio me ver.
Quando ele entrou no meu escritório, reparei que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos tinham caídos todos como resultado da quimioterapia.
Mas os seus olhos estavam brilhantes e a sua voz estava firme, pela primeira vez na vida, acredito eu.
"Guilherme, tenho pensado tanto em você!
Ouvi dizer que você estava doente!", disparei.
"Ah, é verdade, estou muito doente.
Tenho câncer em ambos os pulmões.
É uma questão de semanas agora."
"Você consegue conversar a respeito disso, Gui?"
"Claro, o que o senhor gostaria de saber?"
"Como é ter apenas vinte e quatro anos e estar morrendo?"
"Acho que poderia ser pior."
"De que maneira?"
"Bem, assim como ter cinqüenta anos e não ter noção de valores ou ideais, assim como ter cinqüenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas verdadeiramente "importantes" na vida."
Comecei a procurar através do meu arquivo mental a letra "E" onde eu havia classificado Guilherme como "estranho". (Parece que todas as pessoas que tento rejeitar na vida com estas minhas classificações, Deus as manda de volta como que para me ensinar uma lição).
"Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo", disse Gui, "foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula".
(Ele se lembrava!) Gui continuou.
"Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia e o senhor respondeu, 'Não!', o que me surpreendeu.
Em seguida, o senhor disse, 'mas Ele o encontrará'.
Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora naquela época eu não pensasse muito em procurar por Deus.
(Minha frase "inteligente". Ele tinha pensado muito a respeito!)
Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que era um tumor maligno, aí encarei com mais seriedade a procura de Deus.
E quando a doença espalhou-se pelos meus órgãos vitais, eu comecei, realmente, a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso.
Mas Deus não apareceu.
De fato, nada aconteceu.
O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período de tempo, sem sucesso? A pessoa fica psicologicamente saturada, cansada de tentar.
E então, desiste.
Um dia, eu acordei e em vez de atirar mais alguns apelos por cima de um muro alto de tijolos atrás de onde Deus poderia ou não estar, eu desisti simplesmente.
Eu decidi que de fato não estava me importando... com Deus, com uma vida eterna ou qualquer coisa parecida.
E decidi gastar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa.
Eu pensei no senhor e nas suas aulas e eu me lembrei de outra coisa que o senhor tinha dito: A tristeza mais profunda, essencial, é passar pela vida sem amar.
Mas seria quase tão triste passar pela vida e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas que você amou que você as tinha amado.
Então comecei pela pessoa mais difícil: meu Pai.
Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele.
'Papai'. . . 'Sim, o quê?' Ele perguntou sem baixar o jornal.
'Papai, eu gostaria de conversar com você.'
'Então converse.'
'É um assunto muito importante!'
O jornal desceu alguns centímetros vagarosos.
'O que é?'
'Papai, eu te amo. Eu só queria que você soubesse disso.'"
Sorrindo para mim,
Tom disse com uma satisfação evidente, como se ele sentisse uma alegria quente e secreta fluindo dentro dele.
"O jornal escorregou para o chão e o meu pai fez duas coisas que eu não me lembro de tê-lo visto fazer jamais.
Ele chorou e me abraçou.
E conversamos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte.
Foi tão bom poder me sentir junto do meu pai, ver as suas lágrimas, sentir o seu abraço, ouvi-lo dizer que me amava.
Foi mais fácil com a minha mãe e com o meu irmão mais novo.
Eles choraram comigo também e nós nos abraçamos e começamos a falar coisas realmente boas uns para os outros.
Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido segredo por tantos anos.
Eu só lamentei uma coisa: que eu tivesse esperado tanto tempo.
Naquele momento eu estava apenas começando a me abrir com todas as pessoas com as quais eu me sentia ligado.
Então, um dia, eu me voltei e lá estava Deus.
Ele não veio ao meu encontro quando eu Lhe implorei.
Eu acho que eu tinha agido como um domador de animais que segurando um aro diz 'Vamos, pule! Eu lhe dou três dias... três semanas'.
Aparentemente Deus age a seu modo e a seu tempo.
Mas o que é importante é que Ele estava lá.
Ele me encontrou.
O senhor estava certo.
Ele me encontrou, mesmo depois de eu ter parado de procurar por Ele."
"Guilherme," eu disse quase soluçando, "eu acho que o que você está dizendo é alguma coisa muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar.
Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira mais certa de se encontrar Deus, não é fazer d'Ele um bem pessoal,
uma solução para os próprios problemas ou um consolo instantâneo em tempos difíceis, mas sim tornando-se disponível para o amor.
O apóstolo João disse isto: 'Deus é Amor e aquele que vive no amor vive com Deus e Deus vive com ele.
'Gui, posso lhe pedir um favor?
Você sabe que quando você foi meu aluno, você me deu muito trabalho. Mas, (aos risos) agora você pode me recompensar por tudo aquilo. Você viria a minha aula de
Teologia da Fé e contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar?
Se eu lhes contasse a mesma história, não calaria tão fundo neles."
"Oooh . . . eu estava preparado para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar seus alunos."
"Gui, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim".
Alguns dias mais tarde, Gui telefonou e disse que falaria para a minha turma, que ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então marcamos uma data.
Mas, ele não pode vir.
Ele tinha um outro encontro, muito mais importante do que aquele com a minha turma e comigo.
É claro, que sua vida não terminou realmente com a sua morte, apenas se transformou.
Ele tinha dado o grande passo da fé para a visão.
Ele foi ao encontro de uma vida muito mais bonita do que os olhos humanos jamais viram ou que os ouvidos humanos jamais ouviram ou que a mente humana jamais imaginou.
Antes de morrer, ainda conversamos uma vez.
"Não vou ter condições de falar com sua turma", ele disse.
"Eu sei, Gui".
"O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria ... com todo mundo por mim?"
"Vou falar, Gui. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que puder".
Portanto, a todos vocês que foram tão bons e pacientes em escutar esta declaração de amor tão singela, obrigado por fazê-lo.
E a você, Guilherme, onde quer que você esteja nas colinas verdejantes e ensolaradas do paraíso: eu falei com todo mundo... do melhor modo que eu consegui."
E se esta história significa alguma coisa para você... repasse
"Os amigos são o meio pelo qual Deus cuida de nós".
Desejo a todos os meus amigos uma vida plena de luz e muita paz.
® John Powell, S.J., professor da Loyola University de Chicago
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Um poema e um baile de carnaval
O carnaval
“um bom poema// deve atravessar cabeças// como o desfile de uma campeã// (escola de samba).// o poema precisa ser entendido// também como uma cultura popular.// precisa levantar e empolgar// o folião leitor.// poesia e carnaval// são coisas emparentadas,// cúmplices da emoção humana// a ornar o barroco de nossas almas.// terminar um poema// numa quarta-feira de cinzas// é plástico e triste// quase como desorelhar van gogh.”
Lorenzo.
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Pela sala de leitura afora...
APÓS O CARNAVAL A PROFª CLAUDIANE INICIARÁ AS ATIVIDADES NA SALA DE LEITURA.
O QUE ELA PLANEJOU PARA O ANO DE 2012?
DINÂMICAS INTERESSANTES QUE PRENDAM A ATENÇÃO E INCENTIVE A PARTICIPAÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVA;
TRABALHAR A PRODUÇÃO DE TEXTO ORAL ( INDIVIDUAL E EM GRUPOS);
· RESGATAR ATRAVÉS DE BRINCADEIRAS ,DANÇAS,RODA DE LEITURA E HISTÓRIAS, A TRADIÇÃO BRASILEIRA;
· INCENTIVAR A MUSICALIDADE E A ARTE CÊNICA;
· CONSTRUIR NO ALUNO O GOSTO PELA LEITURA E ESCRITA DE POESIAS;
· DRAMATIZAR HISTÓRIAS CRIADAS PELOS ALUNOS ;
TOCAR O CORAÇÃO DOS ALUNOS:
terça-feira, janeiro 31, 2012
Acelera Brasil / Instituto Ayrton Senna & Escola Margarida/ Adriana Bondim
O Acelera Brasil é um programa do Instituto Ayrton Senna, que tem como principal objetivo regularizar o fluxo escolar do ensino fundamental nas redes públicas de ensino.
Ele combate a repetência que gera a distorção entre a idade e a série que o aluno frequenta e, também, o abandono escolar.
A nossa escola no ano de 2011 contou com este grandioso programa , os alunos foram acompanhados pela professora Adriana Bondim que foi devidamente capacitada para aplicar a metodologia do programa.
Durante o mês de dezembro a turma do Acelera Brasil da Escola Municipal Margarida Rosa de Amorim, sob a orientação da professora Adriana Bondim teve o prazer de apresentar um resumo de seu aprendizado sobre a herança cultural do Brasil advindas das culturas indígenas, africanas e europeias.
Foi uma bela apresentação abordando questões geográficas, demonstração de música e percussão com latas e chocalhos, além de declamação de poesia.
Os alunos capricharam na leitura, na música e no canto convidando todo o turno da manhã para assistirem.
Parabéns aos alunos que contribuíram com seu brilho e esforço e à equipe escolar que prestigiou o evento!
Agradecimentos especiais à professora Claudiane, que abraçou a ideia junto comigo, às diretoras Cleide Jane e Rebeca, à colaboradora de sempre Elaine e todos os funcionários da escola!!!! Vocês são maravilhosas!!!
"Um professor afeta a eternidade; é impossível dizer até onde vai sua influência."
( Henry B. Adams )
Parabéns Adriana pelo excelente trabalho. Sentirei saudades .
Claudiane
Ele combate a repetência que gera a distorção entre a idade e a série que o aluno frequenta e, também, o abandono escolar.
A nossa escola no ano de 2011 contou com este grandioso programa , os alunos foram acompanhados pela professora Adriana Bondim que foi devidamente capacitada para aplicar a metodologia do programa.
Durante o mês de dezembro a turma do Acelera Brasil da Escola Municipal Margarida Rosa de Amorim, sob a orientação da professora Adriana Bondim teve o prazer de apresentar um resumo de seu aprendizado sobre a herança cultural do Brasil advindas das culturas indígenas, africanas e europeias.
Foi uma bela apresentação abordando questões geográficas, demonstração de música e percussão com latas e chocalhos, além de declamação de poesia.
Os alunos capricharam na leitura, na música e no canto convidando todo o turno da manhã para assistirem.
Parabéns aos alunos que contribuíram com seu brilho e esforço e à equipe escolar que prestigiou o evento!
Agradecimentos especiais à professora Claudiane, que abraçou a ideia junto comigo, às diretoras Cleide Jane e Rebeca, à colaboradora de sempre Elaine e todos os funcionários da escola!!!! Vocês são maravilhosas!!!
"Um professor afeta a eternidade; é impossível dizer até onde vai sua influência."
( Henry B. Adams )
Parabéns Adriana pelo excelente trabalho. Sentirei saudades .
Claudiane
domingo, janeiro 01, 2012
Este presente já é seu.
"Se pudesse deixar algum presente a você
deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você se pudesse o respeito àquilo que é indispensável
Alem do pão o trabalho
Além do trabalho ação
E, quando tudo mais faltasse um segredo o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída"
[Gandhi]
FELIZ 2012 E LEMBRE-SE SOMOS FRUTOS DE NOSSAS ESCOLHAS.
Beijo no coração.
Claudiane
deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você se pudesse o respeito àquilo que é indispensável
Alem do pão o trabalho
Além do trabalho ação
E, quando tudo mais faltasse um segredo o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída"
[Gandhi]
FELIZ 2012 E LEMBRE-SE SOMOS FRUTOS DE NOSSAS ESCOLHAS.
Beijo no coração.
Claudiane
quinta-feira, novembro 17, 2011
Todos nos somos eficientes em alguma coisa, mas não deficientes de sensibilidade
Neste ir e vir para a escola, o professor e os alunos viram personagens que vão escrevendo suas histórias...
A profª Claudiane resolveu retirar esta história do fundo do baú porque constitui num tesouro pessoal de valor inestimável, um marco divisório em sua profissão. A partir da história real que foi produzida pelo seu aluno Izaias ela começou a enxergar seus alunos com olhos curiosos de uma criança. Ela apresentou " A história da minha vida " no I PDCA,onde foi convidada a palestrar sobre produção textual .
Izaias autor e personagem da narrativa abaixo foi seu aluno na antiga 4º série no ano de 2002 e essa produção surgiu a partir de uma dinâmica que falava sobre sentimentos.
A história da minha vida
Nasci e sofri muito! Não tinha roupa para vestir, ficava pelado... Chorava por não ter o que comer.Comia frutas que os vizinhos ou minha avó me dava , mas os frutos que ganhávamos não eram muitos e eu continuava com fome.
Ficava feliz quando via meu pai vindo de lá de longe de bicicleta. Meu pai estava magro e com fome também. Ele chegava desanimado. Eu nem perguntava, ele já falava: " Não consegui".
Minha mãe dentro de casa chorava, meu pai juntava-se a ela e também chorava. Eu lá fora sem saber o que fazer.
Amanhece o dia, o meu pai sai de novo à procura de serviço... Desta vez ele vem sorrindo e gritando para eu ouvir "consegui,consegui um serviço".
A partir desse dia a fome foi embora, a roupa apareceu e meu pai feliz um abraço me deu.
Hoje tenho 15 anos, não passo fome, não ando pelado, mas também nunca mais meu pai me deu um abraço do jeito que ele me "deu".
Foto tirada momento antes de sairmos para a cachoeira do Tingui.
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